sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sem título 01

Nova da manhã. Pulo do tubo do Inter 2 em direção ao Centro Politécnico para mais um dia de diversão trabalho no laboratório. Então preciso atravessar uma das principais avenidas que dão acesso da BR 277 à Avenida das Torres. Sendo uma avenida que cruza um bairro, tem carro pra cacete. E esses carros não deveriam passar dos 60 km/h. Então, para garantir a minha segurança e vida, aperto o botão verde sob o semáforo e espero pacientemente que ele fique vermelho para os condutores que traçam uma trajetória perpendicular à minha. E ele fica! Tecnologia é tudo. Então eu penso "Agora a faixa de pedestres é a minha passarela, apreciem!". Aí eu vejo, vindo do Cajuru (sempre!) um Sandero azul em quinta. Em quinta! "Esse corno vai me atropelar, filho duma puta". Mas não! Ele, em todo seu motor 1.6, pára pra eu passar. E só eu! Eu e todos os meus cachos vermelhos, vermelhos como o sinal que brilha pra ele. Ah, a sensação gostosa de poder que acompanha essas pequenas e anônimas justiças sociais do cotidiano...