sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Então se você não vai me dar bom dia, vai tomar no c*!

Eu sou uma pessoa extremamente preocupada com o que as pessoas pensam de mim. Não do tipo bonita ou feia, burra ou inteligente, chata ou legal. Mas eu saio do sério quando alguém diz que eu sou metida ou que eu me acho. Fico uma fera mesmo.

Eu me sinto muito desconfortável quando alguém não gosta de mim, é como se eu precisasse desse tipo de aprovação das pessoas. Principalmente se for alguém com quem eu convivo. Claro, eu eventualmente também não gosto de alguém, mas é raro eu não gostar de alguém gratuitamente, essa pessoa tem que ter uma atitude que me desagrade.

Como eu sou uma pessoa normal, eu não gosto de desconfortos, então quando eu acho que uma pessoa não gosta de mim, eu tento mudar a opinião dela. E eu já consegui isso muitas vezes, assim como já mudei de idéia sobre muita gente. Quando eu percebo que Fulano não gosta de mim, eu tento imaginar por quê.

Na maioria das vezes eu chego à conclusão de que é porque a pessoa me acha metida. Às vezes eu também me acho meio intragável, eu sou espaçosa demais mesmo. Então eu tento mostrar pra pessoa que eu sou legal, que se ela vier falar comigo, eu não vou rir dela com aquela risada de bruxa e fazer ela se sentir um cocô. Eu tento mostrar que eu quero cumprimentá-la quando eu a vejo e sei lá, se a gente se encontrar no tubo do Inter 2, a gente pode até conversar. Eu falo português.

Só que de vez em quando... Não adianta! Você dá aquele sorriso cheio de dentes pra pessoa e ela olha com o canto do olho e finge que não viu. Quatro, cinco vezes. Ou quando você se humilha pela amizade de alguém que de alguma maneira você admira e a pessoa declara que estaria melhor sem você. Nessas horas dá vontade de mandar a pessoa se ferrar. Muita vontade.

Eu só cheguei nesse ponto uma vez, e foi tenso, eu sofri muito e depois voltei atrás. Mas quer saber? Talvez eu volte ao "Vá pro inferno" que pelo menos era uma situação mais verdadeira. E eu não vou me sentir culpada mesmo porque bem, eu realmente tentei.

E digo mais, se alguém não quer o meu sorriso cheio de dentes, outra pessoa vai querer, então vou guardar pra esta.

Às vezes você tem que parar de pensar em quem não quer pensar em você.

sábado, 4 de agosto de 2007

Porque se não fosse eu, o pai da Lize seria desempregado e a Shirley muito pobre.

Porque se não fosse eu, o pai da Lize seria desempregado e a Shirley muito pobre.

Uma das coisas que faz a Ellery ser a Ellery é a lerdeza de raciocínio. Principalmente para as coisas mais extremamente simples. E a "ingenuidade", que foi o nome mais bonito que eu achei pra caracterizar isso.

1) Começo do primeiro ano na faculdade, a professora Shirley aterrorizando os calourinhos. E as Gralhas adoravam falar dela. Pra falar bem a verdade, ainda adoram XD Mas agora eu parei porque pretendo passar direto em Inorgânica Exp. Mas enfim, um dia, Karen Lize diz "bla bla bla Whiskas sachê bla bla bla que a Shirley tem um Corolla". Então beleza, a Shirley tem um Corolla. Uma dia, eu fui até o Bom Jesus bater um papo com uma amiga recém-formada em química e comentei do tal Corolla. "Ah, mas no meu tempo ela tinha um Classe A".

A Aline disse que no tempo dela a Shirley tinha um Classe A.

Coitada né?

Pois é, mas o Corolla ainda é melhor.

Mas ela tem um Corolla?

Você que disse!

Eu disse? Ah tá, e você acreditou.


É, eu acreditei.

2) Meados de maio de 2006. Calourinhas com consciência ambiental procuram apoio para um projeto de aproveitamento de pilhas. Então, a coordenadora do curso lhes diz para procurar a professora Shirley. Depois de engolir seco, elas vão. Quinze minutos antes, Lize disse:

Ai, gente. Cês acham que em plena sexta-feira a Shirley vai estar aqui do Depto? Acordem né, sexta ela marca a tarde no salão!


Tá. Então as Gralhas procuraram a Shirley em vários lugares e não acharam. Até que eu parei e bati na testa:

Mas a gente é burra mesmo. A gente nunca ia encontrar a Shirley aqui mesmo.

Ué, por quê?

Porque ela tá no salão ué.

Salão?

Mas foi você que disse!

É Ellery, ela tem um Corolla também.

3) Junho de 2007. Uma história sem a Shirley XD Almoçando, todo mundo feliz no Costelão.

Mas tipo, ninguém sabe o que o pai da Lize faz. Ninguém nunca perguntou.

Ele trabalha na Vasp.

Nossa Alemão, então ele deve ter um cargo de confiança né?


Tá, isso foi mais burrice do que qualquer outra coisa, mas entrou pros anais.


Por que eu nasci assim hein? XD